segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva


Terminei de ler o livro. O que eu achei?

Bom, antes de dizer o que achei, preciso dizer que eu sabia mais ou menos quem era esse tal Macrelo Rubens Paiva. Lembro dele fazendo o programa Fanzine na Cultura. A minha mãe sempre ligava para nós assistirmos lá em casa. Eu era uma pirralha, mas já assistia e curtia. Lembro que a minha mãe me explicou o motivo dele usar a cadeira de rodas... mas o que me chamava a atenção mesmo era a posição do braço dele, que seeeeeempre ficava para trás do enconsto da cadeira. Será que era a posição mais cômoda? Será que era para endireitar o tórax? Será que ele achava mais charmoso assim? Enfim, se eu encontrasse ele hoje acho que perguntaria ele provavelmente iria me achar uma idiota. E lembro que achava ele lindão.

Agora sobre o livro: gostei bastante! Ele fala da vida maluca dele, da vida universitária (como eles eram loucos! Acho que eu é que sou certinha demais). Outra coisa que me chamou atenção foi a forma como ele relata o acidente e a compreensão dele sobre o que havia acontecido. Me deu uma agonia danada! Ai que vontade de conversar com ele no meio do livro! Eu, como enfermeira, passei muitas vezes por situações como estas... e tenho que concluir: como a gente se comunica porcamente! quanta coisa que a gente deixa de falar! ou quanta coisa a gente fala sem precisar...
Achei engraçado também o lance do maluco que põe fogo no quarto do hospital e aparece a enfermeira PODRÃO, ops, PADRÃO ("dessas que fazem faculdade e depois viram chefe do andar" rsrs) para abrir o quarto ou ainda quando ele fala que as enfermeiras devem transam mais... Pois é, não adianta, tem coisas que não mudam, acho que são culturais. E... fiquei com dó da tal enfermeira Stella. Ele não entende que enfermeira foi programada para ser aquela pessoa que anota tudo e faz tudo milimetricamente, em suma, criada para ser uma chata. Será que ele ainda pensa a mesma coisa sobre ela? Acho que essa seria uma segunda pergunta que eu faria para ele. Se bem que eu acho que ele já mudou de opinião sobre diversas coisas... ele dizia no livro que nunca mais voltaria na TV Cultura e achava o jornal Estadão um lixo... Vai entender essa vida!
Também gostei das aventuras amorosas e sexuais e acho que o sorriso e olhar dele encantavam a mulherada, mas o que devia impressionar mesmo era a lábia.

Achei que o livro foi escrito de uma maneira simples e envolvente. Conclusão: acabei lendo tudo bem rapidinho.

domingo, 2 de outubro de 2011

Amém!

"e que eu possa
cada vez mais desaprender
de pensar o pensado
e assim poder
reinventar o certo pelo errado"

Trecho do poema Off Price de Ferreira Gullar

sábado, 1 de outubro de 2011

Eis que OUTUBRO chegou!

Estou chocada com a velocidade do tempo!
Lá se foram 9 meses do ano de 2011.
Quem tinha que nascer, já nasceu. Quem achava que o Natal estava longe, pode começar a se preparar, pois daqui a pouco estará comendo panetone. Quem queria emagrecer para o verão, já tem que estar pelo menos no meio do caminho da meta.
O tempo passa para todo mundo. Se você ficar parado, nada acontece... e o tempo passa!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Matisse - "Pintando com a tesoura"

Algumas obras do Matisse que tem como técnica os recortes de papel previamente colorido com guache. (Estou pensando no Rapport)

A lagoa - 1944

Nu azul - 1952

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meu Sketch Book Virtual

Euzinha estava em busca dos materiais para a oficina do SESC (que começa na quinta) lá na Papelaria Universitária que fica perto da Belas Artes em SP. E fuçando daqui e fuçando dali descobri aqueles caderninhos que tem cores interessantes e elásticos na capa, próprio para colocar na bolsa e anotar qualquer coisa... Mas no rótulo do caderno estava escrito "caderno para sketch"...  :-s  
Eu não tinha noção do que se tratava, visto que eu estava em uma papelaria especializada, então resolvi perguntar para o mocinho super atencioso que me atendeu. Ele disse que era para escrever ou desenhar, que se tratava de um caderno de rascunho. POXA VIDA! Deviam ter escrito isso! Não é mesmo?
Mas fiquei super feliz por adquiri-lo e pensei que na verdade eu já tenho um desses caderninhos... Afinal o meu blog é um "sketch book" virtual onde coloco minhas ideias!

SANTA IDEIA!

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Eu uso o hijab porque sou livre" - A polêmica do véu na França


Quando eu vi pela primeira vez a notícia de que a França proibiria as mulheres de usarem a burca/véu, inicialmente, eu conclui que aquilo era um absurdo, pois se as pessoas nesse país são livres, logo elas poderiam se vestir como quisessem. Mas depois refletindo uma pouco mais sobre o assunto eu mudei de ideia e passei a ser à favor de tal restrição.

Lendo o caderno Aliás do Estadão de domingo passado, me deparei com o discurso de uma mulçumana que vende o tal HIJAB. Ela dizia: "Eu uso o hijab porque sou livre". Ela diz isso porque mora no Brasil, mais especificamente em Juiz de Fora-MG. Se ela morasse no Irã ela não teria a opção de escolher, seria obrigada a usar e pronto. Talvez não poderia sequer embarcar em um avião devido o uso incorreto do véu (será que existe um manual de como amarrar?) como informa essa outra matéria aqui.

Outra coisa, se eu, brasileirinha, descrente de qualquer religião, fosse para o Irã, seria obrigada por lei a usar o tal véu... e sabe o que eu faria? Usaria! Como diz o ditado: EM ROMA, COMO OS ROMANOS. Acredito que isso é uma questão cultural e que deve ser respeitada. Então, se a cultura da mulher na França não inclui o véu, porque usar o véu? Os franceses simplesmente criaram uma forma de defender sua identidade. Pelo menos eu penso assim...

Em um outro artigo de 2004, fala-se que a população muçulmana na França ultrapassava a faixa de 6 milhões em 2001 (agora deve ser muito mais). Agora imagina, você, em poucos anos, sem sair do seu país se depara com uma outra cultura... Vamos supor que você encontraria um monte de índios com suas tangas e cocares... Seria minimamente estranho. Eu me sentiria um peixe fora d´água e ia querer voltar para o local de onde eu não sai (estranho, não?).

Mas o mais engraçado é que nesse último artigo que eu me refiro dizia que a constituição francesa prega que “nenhuma distinção de raça, de origem ou de religião deve ser realizada entre os cidadãos franceses”... Acho que eles mudaram de ideia.

E vocês? O que pensam sobre isso?

terça-feira, 5 de abril de 2011

"Muito prazer, sou imperfeita!"

Caros amigos,
raramente escrevo sobre o que penso. Em geral, mostro mais do que "falo".
No entanto, apensar de falar pouco, dou indícios da minha personalidade que não é nada fácil.
Não é fácil admitir que somos imperfeitos, mas como diz alguém que eu conheço: "de perto ninguém é normal" e perfeito (esse último adjetivo foi por minha conta).
E foi circulando pela blogosfera, mais especificamente no blog na Mari, é que eu li um post inspirado em uma "conversa" que nós tivemos. Fico feliz por ver que não estou sozinha, que a maternidade é uma coisa... nova e quase que desconhecida para mim. Afinal, até então eu era filha e só há pouco tempo me tornei mãe. 
Antes, era uma pessoa que trabalhava em um hospital, cheia de responsabilidade, fazia um curso de qualquer coisa aqui outro lá, não sabia se quer onde ficava o abridor de latas na cozinha, não tinha ideia do que era inhame, viajava mais que o pensamento, me relacionava com as mais diferentes pessoas, circulava do chique ao brega, da tecnologia ao simples. Agora, cuido de um bebê (que é lindo e muito fofo) que requer atenção constantemente, preparo as refeições da família, vou à quitanda diariamente, saio muito pouco de casa, meu circulo de contatos se reduziu bruscamente e aprecio uma vista bucólica toda manhã. É ótimo? SIM, mas é bem diferente de TUDO o que eu já fiz. Ainda preciso me encontrar nesse novo papel. Quero aprender a ter prazer em coisas que eu se quer imaginava que existia. Quero simplesmente aprender a ser feliz do jeito que sou e posso! Valeu Mari. Lindo seu texto.