quinta-feira, 22 de março de 2012

Depende da hora e da cor

Ninguém quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Elevei
Minha alma pra passear
Elevei
Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Letra da música Bossa Nostra - Nação Zumbi

terça-feira, 20 de março de 2012

O rio que tem medo do oceano

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira.

O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!"

(Osho)

domingo, 11 de março de 2012

Por São Paulo - O cotidiano e a tecnologia

Ontem à noite eu fui jantar em um restaurante muito chique, badalado, com boa comida e bebida, afinal sou phyna (que mentira!). O que me chamou a atenção inicialmente, logo que cheguei, foi que o pessoal era mais velho (nada contra!), mas não tinha pessoas novas, jovenzinhas assim como eu.

Dai o metri, que era super simpático e atencioso, nos levou à mesa, nos sentamos e recebemos o suposto cardápio... Digo suposto porque quando eu peguei o cardápio nas mãos logo percebi que se tratava de um iPad... Mas um iPad? Pensei: caramba! conseguiram complicar! Mas gente, poxa vida! Eu só queria escolher meu prato! E dai o bagulho deu erro, não mudava as páginas... Não gostei! Sem contar que o povo fica todo meio hipnotizado querendo ver se dá para acessar e-mail / redes sociais, as crianças querem ver se tem jogo... e por ai vai.

Fiquei imaginando como é que as três velhinhas que estavam sentadas ao meu lado, que tinham aqueles cabelos do tipo capacete, vestindo roupa tipo safári de linho mais antigas que a minha avó e com aqueles dedos grossos pela artrose tinham escolhido o prato...

Bom, dai o generoso garçom me salvou trazendo o bom e velho cardápio de papel e tudo se resolveu.

Não quero negar a tecnologia, acho ela fantástica, mas não pude deixar de pensar como ela tem invadido nossa vida de forma pouco educada. Já basta os mini-games das crianças e aquelas televisões gigantescas que certos restaurantes adoram ostentar. Tudo isso nos tira do convívio familiar e nem nos deixa degustar de fato o prato escolhido porque ficamos alienados vendo o último episódio da novela ou aquela partida de futebol que mudará as nossas vidas para sempre.

Bom, mas eu me livrei do iPad e lá não tinha TV ou game... Pude me divertir e me lambuzar em uma deliciosa massa fresca recheada de queijo brie e damasco acompanhada de um molho a base de prosecco e funghi. E para terminar: profiteroles! Lambi os beiços!

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março, abril, maio...

No dia 8 de março de 1857 um grupo de operárias de uma fábrica de tecido localizada em Nova York estava fazendo um grande movimento em protesto às condições de trabalho, pois elas tinham uma carga horária de 16 horas/dia e recebiam 1/3 do salário de um homem. Então, elas resolveram lutar por um tratamento digno no ambiente de trabalho e pela equiparação dos salários. Infelizmente, a manifestação foi reprimida de forma bruta e covarde. Trancaram as mulheres dentro da fábrica e atearam fogo. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas. E em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, decidiu-se que a data seria uma homenagem às mulheres.

Essa história me entristece profundamente. No entanto, selvagerias como essa ainda acontecem e eu prefiro nem citá-las. Agressões sem dano físico é ainda mais comum... Uma enfermeira, por exemplo, sofre assédio moral constantemente (isso sem contar os outros assédios...), é mal remunerada e pouco valorizada. Isso se deve provavelmente por ser uma profissão tipicamente feminina. Falo isso em causa própria! Colegas de profissão homens raramente tinham problemas com assédio moral. E isso é só um exemplo e é um exemplo bobo mas que me tirava o sono e me fazia voltar para casa chorando. Sabemos que coisas graves acontecem diariamente com as mulheres que são trabalhadoras, mães, esposas...E eu me pergunto: até quando esse preconceito vai existir? Quantas atrocidades e mais quantos dias em homenagem à mulher serão necessários para essas barbaridades deixarem de existir?

"O homem devia evoluir e voltar a ser macaco" já diria meu amigo Totonho.



Imagem daqui.