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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Segundo sexo - Simone de Beauvoir

"Na mulher há, no ínício, um conflito entre sua existência autônoma e seu "ser-outro"; ensinam-lhe que para agradar é preciso procurar agradar, fazer-se objeto; ela deve portanto renunciar a sua autonomia. Tratam-na como uma boneca viva e recusam-lhe a liberdade; fecha-se assim um círculo vicioso, pois quando menos exercer sua liberdade para compreender, aprender e a descobrir o mundo que a cerca, menos ela encontrará nele recursos, menos ousará afirmar-se como sujeito"

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março, abril, maio...

No dia 8 de março de 1857 um grupo de operárias de uma fábrica de tecido localizada em Nova York estava fazendo um grande movimento em protesto às condições de trabalho, pois elas tinham uma carga horária de 16 horas/dia e recebiam 1/3 do salário de um homem. Então, elas resolveram lutar por um tratamento digno no ambiente de trabalho e pela equiparação dos salários. Infelizmente, a manifestação foi reprimida de forma bruta e covarde. Trancaram as mulheres dentro da fábrica e atearam fogo. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas. E em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, decidiu-se que a data seria uma homenagem às mulheres.

Essa história me entristece profundamente. No entanto, selvagerias como essa ainda acontecem e eu prefiro nem citá-las. Agressões sem dano físico é ainda mais comum... Uma enfermeira, por exemplo, sofre assédio moral constantemente (isso sem contar os outros assédios...), é mal remunerada e pouco valorizada. Isso se deve provavelmente por ser uma profissão tipicamente feminina. Falo isso em causa própria! Colegas de profissão homens raramente tinham problemas com assédio moral. E isso é só um exemplo e é um exemplo bobo mas que me tirava o sono e me fazia voltar para casa chorando. Sabemos que coisas graves acontecem diariamente com as mulheres que são trabalhadoras, mães, esposas...E eu me pergunto: até quando esse preconceito vai existir? Quantas atrocidades e mais quantos dias em homenagem à mulher serão necessários para essas barbaridades deixarem de existir?

"O homem devia evoluir e voltar a ser macaco" já diria meu amigo Totonho.



Imagem daqui.

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Eu uso o hijab porque sou livre" - A polêmica do véu na França


Quando eu vi pela primeira vez a notícia de que a França proibiria as mulheres de usarem a burca/véu, inicialmente, eu conclui que aquilo era um absurdo, pois se as pessoas nesse país são livres, logo elas poderiam se vestir como quisessem. Mas depois refletindo uma pouco mais sobre o assunto eu mudei de ideia e passei a ser à favor de tal restrição.

Lendo o caderno Aliás do Estadão de domingo passado, me deparei com o discurso de uma mulçumana que vende o tal HIJAB. Ela dizia: "Eu uso o hijab porque sou livre". Ela diz isso porque mora no Brasil, mais especificamente em Juiz de Fora-MG. Se ela morasse no Irã ela não teria a opção de escolher, seria obrigada a usar e pronto. Talvez não poderia sequer embarcar em um avião devido o uso incorreto do véu (será que existe um manual de como amarrar?) como informa essa outra matéria aqui.

Outra coisa, se eu, brasileirinha, descrente de qualquer religião, fosse para o Irã, seria obrigada por lei a usar o tal véu... e sabe o que eu faria? Usaria! Como diz o ditado: EM ROMA, COMO OS ROMANOS. Acredito que isso é uma questão cultural e que deve ser respeitada. Então, se a cultura da mulher na França não inclui o véu, porque usar o véu? Os franceses simplesmente criaram uma forma de defender sua identidade. Pelo menos eu penso assim...

Em um outro artigo de 2004, fala-se que a população muçulmana na França ultrapassava a faixa de 6 milhões em 2001 (agora deve ser muito mais). Agora imagina, você, em poucos anos, sem sair do seu país se depara com uma outra cultura... Vamos supor que você encontraria um monte de índios com suas tangas e cocares... Seria minimamente estranho. Eu me sentiria um peixe fora d´água e ia querer voltar para o local de onde eu não sai (estranho, não?).

Mas o mais engraçado é que nesse último artigo que eu me refiro dizia que a constituição francesa prega que “nenhuma distinção de raça, de origem ou de religião deve ser realizada entre os cidadãos franceses”... Acho que eles mudaram de ideia.

E vocês? O que pensam sobre isso?