sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Exposição do Cruz Diez no MALBA em Buenos Aires

Durante a minha viagem por Buenos Aires, eu tive a oportunidade de visitar a exposição do artista venezuelano Cruz Dies (mais informações aqui) no MALBA.
Eu tive muita sorte, porque na semana que eu estava por lá, o MALBA comemorava 10 anos e a entrada era gratuita. É um passeio muito bacana. O museu, além de ser muito bonito, possui obras que a gente tem que ver antes de morrer, como por exemplo, o ABAPORU de Tarsila do Amaral! Sim meu amigo... Nossos irmãos argentinos possuem o "nosso" quadro que representa o famoso Movimento Antropofágico que é tão importante para a arte nacional. Como a obra foi parar lá? Não me perguntem. Acho que isso é assunto para um outro post. Mas, o mais triste disso tudo é que muitos portenhos não sabem se quer da existência do museu. Eu perguntava como fazia para chegar lá e muitos nem sabiam o que era... Pelo jeito a alienação não é privilégio brasileiro.
Mas voltando para o Cruz Diez, eu adorei a exposição! Toda a questão da cor, movimento, das formas... apresentadas nas suas obras é de fazer o queixo cair.






domingo, 20 de novembro de 2011

Filme - A pele que habito

Achei essa atriz com um Q de Penélope Cruz
Eu já tinha dito aqui há um bom tempo que eu não perderia o filme "A pele que habito" e nessa semana, filnalmente, eu fui assistir.
Adorei a história! Sei que não é o melhor filme do Almodovar, mas não importa, ainda é melhor do que muito lixo que se produz e se vê por ai.
O bonitão do Antonio Banderas manda bem. Está com cara de louco mesmo.
Também gostei muito que o autor põe um pouco da Louise Bourgeois, que eu também já citei aqui.
E acho que quando a gente vê um filme, frequentemente pensa se aquilo poderia ser real e da onde o autor tira tanta criatividade, detalhes... Essas questões martelaram a minha cabeça o tempo inteiro! Será que a vida realmente pode ser assim?

Foto daqui.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Vanusa odeia o Drauzio Varella

Vanusa cantando o hino com os seus óculos que não servem para nada.

Ontem, logo após a minha oficina de estamparia, eu fui ao show do Del Rey no SESC Pompéia.

Há muito tempo eu estava com vontade de ver esses caras tocarem, mas nunca dava certo.

Dai, checando a programação do mês de novembro do SESC, eu vi que a banda iria se apresentar no fim do mês e não pensei duas vezes... comprei o ingresso.

No entanto, só depois de um tempo que eu fiquei sabendo que rolaria a participação de convidadas, a Vanusa e a Rosimary e que a festa seria para o público GLSBTseiláoque. Beleza! Vamos que vamos! Não importa a plateia, o que importa é o show.

Então ontem, estava euzinha lá curtindo o show e entra a tal da Vanusa no palco com uma roupa cheia de brilhos amarelos e já reclamando que não enxergava bem nem mesmo usando óculos. Logo foi pedindo ajuda do China para cantar. Pensei: "será que ela está fazendo onda por causa daquela história do Hino Nacional?". Na mesma hora eu e o moço do bar do SESC começamos a rir!

Dai, no meio da música (que eu nem lembro qual era) ela disse que não sabia como terminava a tal música, que era quase que inacabável e enquanto ela dizia isso a banda continuava tocando e dai ela resolveu encerrar a música. (Figura essa mulher!)

Na música seguinte, no meio da letra ela solta um "NA NA NA NA" bem daqueles que a gente canta quando não sabe a letra da música. E para terminar... tchan, tchan, tchan... ela diz que odeia o Drauzio Varella. SIM! Ela repetiu: "Odeio o Drauzio Varella". Ela disse que vai continuar fumando e que ele é um chato. E para piorar a situação (isso na minha opinião) o China disse que o sonho dele era fumar lá no SESC (que é um local livre de tabaco) e ela então passa um cigarro para o cara fumar. Pode isso? Só não conseguir ver se o cigarro estava de fato aceso. Os pobre coitados dos seguranças ficaram se olhando. O moço do bar meio sem graça, mas rachando o bico de rir e eu logo pensei: "essa mulher deve ter cheirado um troço muito forte".

Essas coisas da vida! Bom, fato que o show foi muito bom. O Del Rey animou a galera pra caramba!

Foto daqui.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Seu Corpo da Obra - Olafur Eliasson

Está rolando em SP o 17o. Festival Internacional de Arte Contemporânea e dentro dele está acontecendo uma exposição do dinamarquês Olafur Eliasson no SESC Pompéia.

Eu fui ver a obra Seu Caminho Sentido, 2011, mas eu quase entrei em pânico (nunca tinha me sentido assim até hoje na minha vida). Eu não sabia do que se tratava e entrei na instalação. O local era todo fechado (imagine uma caixa branca, gigantesca, fechada), cheio de fumaça branca (mas muita fumaca mesmo), com uma luz forte no fundo da sala. Depois de ter dado dois passos para dentro do tal local, eu já não conseguia mais enxergar a porta de saída por causa de tanta fumaca, além disso, o ambiente é absolutamente branco (deviam filmar propagando do Omo), a única coisa que me sobrou de orientação foi os trinquinhos do chão (ainda bem que ninguém pintou o chão). Sai gaguejando da exposição!!!!!

A sensação que eu tive é como se eu estivesse andando de olhos fechados, mas apesar de fechados, eu conseguia ouvir as pessoas perto de mim e percebia quando estava claro ou escuro. Foram alguns minutos de tensão. Incrível, como uma instalação artística pode provocar isso tudo na gente?

Veja uma foto.

Seu Caminho Sentido
Aqui a fumaça está mais fraquinha...
O texto, que define a obra, diz assim:

Seu Caminho Sentido, 2011 [Your Felt Path] Fumaça, luzes fluorescentes.
Luzes fluorescentes estão fixadas no fundo de um espaço preenchido de forma homogênea por fumaça. O visitante entra pelo lado escuro do ambiente e anda em direção à luz, explorando um longo gradiente de visibilidade.

Pena que esse tal gradiente não funcionou muito bem comigo...