Caros amigos,
raramente escrevo sobre o que penso. Em geral, mostro mais do que "falo".
raramente escrevo sobre o que penso. Em geral, mostro mais do que "falo".
No entanto, apensar de falar pouco, dou indícios da minha personalidade que não é nada fácil.
Não é fácil admitir que somos imperfeitos, mas como diz alguém que eu conheço: "de perto ninguém é normal" e perfeito (esse último adjetivo foi por minha conta).
E foi circulando pela blogosfera, mais especificamente no blog na Mari, é que eu li um post inspirado em uma "conversa" que nós tivemos. Fico feliz por ver que não estou sozinha, que a maternidade é uma coisa... nova e quase que desconhecida para mim. Afinal, até então eu era filha e só há pouco tempo me tornei mãe.
Antes, era uma pessoa que trabalhava em um hospital, cheia de responsabilidade, fazia um curso de qualquer coisa aqui outro lá, não sabia se quer onde ficava o abridor de latas na cozinha, não tinha ideia do que era inhame, viajava mais que o pensamento, me relacionava com as mais diferentes pessoas, circulava do chique ao brega, da tecnologia ao simples. Agora, cuido de um bebê (que é lindo e muito fofo) que requer atenção constantemente, preparo as refeições da família, vou à quitanda diariamente, saio muito pouco de casa, meu circulo de contatos se reduziu bruscamente e aprecio uma vista bucólica toda manhã. É ótimo? SIM, mas é bem diferente de TUDO o que eu já fiz. Ainda preciso me encontrar nesse novo papel. Quero aprender a ter prazer em coisas que eu se quer imaginava que existia. Quero simplesmente aprender a ser feliz do jeito que sou e posso! Valeu Mari. Lindo seu texto.