quinta-feira, 31 de maio de 2012

Uma moça e uma arma

Segundo o cineasta Jean-Luc-Godard tudo que você precisa para fazer um filme é uma garota e uma arma. Baseado nessa ideia, João Paulo Miranda fez esse curta metragem que eu adoro e não canso de ver (não sei porque eu nunca tinha postado isso aqui ainda...). Ah! E não posso deixar de dizer que esse filme foi feito com um celular e foi vencedor do "Mobile Phone Movie Competition" promovido pelo "The Screening Room" da CNN Intenational. Legal, não é mesmo? Outra coisa importante: o João Paulo é da terrinha!


Escola de Belas Artes - Paris


Foto: Lenita Tonon

terça-feira, 10 de abril de 2012

A mentira das superfícies arrumadas...

"A mentira das superfícies arrumadas escondendo lá no fundo a desordem, o avesso dessa ordem".

Isso se parece muito comigo!

Trecho do conto "Uma branca sombra pálida" de Lygia Fagundes Telles.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quero esse livre tão simples de ver

"Tenho tua palma na alma da mão
Tenho tua mão no meu corpo, no chão
Tenho o teu corpo e a tua maldição
Na mão e na calma da intuição
Quero esse simples teu livre de ser
Quero esse livre tão simples de ver
Quero te ver em ter livre e tecer
Teu antes, teu hoje e teu simples viver"


quinta-feira, 22 de março de 2012

Depende da hora e da cor

Ninguém quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Elevei
Minha alma pra passear
Elevei
Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Letra da música Bossa Nostra - Nação Zumbi

terça-feira, 20 de março de 2012

O rio que tem medo do oceano

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira.

O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!"

(Osho)

domingo, 11 de março de 2012

Por São Paulo - O cotidiano e a tecnologia

Ontem à noite eu fui jantar em um restaurante muito chique, badalado, com boa comida e bebida, afinal sou phyna (que mentira!). O que me chamou a atenção inicialmente, logo que cheguei, foi que o pessoal era mais velho (nada contra!), mas não tinha pessoas novas, jovenzinhas assim como eu.

Dai o metri, que era super simpático e atencioso, nos levou à mesa, nos sentamos e recebemos o suposto cardápio... Digo suposto porque quando eu peguei o cardápio nas mãos logo percebi que se tratava de um iPad... Mas um iPad? Pensei: caramba! conseguiram complicar! Mas gente, poxa vida! Eu só queria escolher meu prato! E dai o bagulho deu erro, não mudava as páginas... Não gostei! Sem contar que o povo fica todo meio hipnotizado querendo ver se dá para acessar e-mail / redes sociais, as crianças querem ver se tem jogo... e por ai vai.

Fiquei imaginando como é que as três velhinhas que estavam sentadas ao meu lado, que tinham aqueles cabelos do tipo capacete, vestindo roupa tipo safári de linho mais antigas que a minha avó e com aqueles dedos grossos pela artrose tinham escolhido o prato...

Bom, dai o generoso garçom me salvou trazendo o bom e velho cardápio de papel e tudo se resolveu.

Não quero negar a tecnologia, acho ela fantástica, mas não pude deixar de pensar como ela tem invadido nossa vida de forma pouco educada. Já basta os mini-games das crianças e aquelas televisões gigantescas que certos restaurantes adoram ostentar. Tudo isso nos tira do convívio familiar e nem nos deixa degustar de fato o prato escolhido porque ficamos alienados vendo o último episódio da novela ou aquela partida de futebol que mudará as nossas vidas para sempre.

Bom, mas eu me livrei do iPad e lá não tinha TV ou game... Pude me divertir e me lambuzar em uma deliciosa massa fresca recheada de queijo brie e damasco acompanhada de um molho a base de prosecco e funghi. E para terminar: profiteroles! Lambi os beiços!