segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Doce Guia - 3 na massa

Adoro esse som!


Caso acolha meu achego

Que antes diga derradeiro adeus
Sobre a encosta do meu peito vago
A delicada embriaguez do corpo teu

No meu corpo só
No teu corpo o meu
O meu corpo só
No teu

Arrepiou por toque só
Derramou molhado bom
Do meu olho então afasta
Em leve fuga, doce guia
Mas vai
E antes de ir embora leva
Leva bocado de mim
Leva bocado de mim

Caso acolha meu achego
Que antes diga derradeiro adeus
Sobre a encosta do meu peito vago
A delicada embriaguez do corpo teu
No meu corpo só
No teu corpo no meu
No meu corpo só
No teu corpo o meu
No meu corpo só
No teu corpo o meu
No meu corpo só

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cartas a um jovem poeta



"O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira
que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração.
Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros
escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas,
porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe,
gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas, Talvez o senhor já traga
consigo a possibilidade de construir e formar, como um modo de viver especialmente afortunado
e puro; eduque-se para isso. Mas aceite com grande confiança o que vier, e se vier apenas da sua
vontade, se for proveniente de qualquer necessidade de seu íntimo, aceite-o e não o odeie.
A carne é um fardo, verdade. Mas é difícil a nossa incumbência, quase tudo que é sério é difícil, e tudo é sério."

  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Delírio ou vida na floresta - meu desejo para 2012


Eu fui à floresta porque desejava viver de verdade, para encontrar
somente os fatos essenciais da vida, fui ver se não poderia aprender
aquilo que eu tinha que ensinar, e não, quando viesse a morrer,
descobrir que eu não tinha vivido.
Eu não desejava viver aquilo que não era vida, viver é tão raro;
também não desejava praticar resignação, a não ser que fosse
absolutamente necessário.
Eu queria viver profundamente, sugando toda a essência da vida, viver
com a resistência dos Espartanos a experiência de expulsar tudo o que
não era vida, cortando e raspando tudo o que fosse necessário, levando
a vida a um termo, reduzindo-a aos seus significados mais elementares,
e, se encontrado algum significado, então tomar o genuíno e integral
significado disto e publicá-lo para o mundo.
E se tiver sido sublime, ter tido tal experiência, levar tudo o que
senti verdadeiramente em consideração na minha próxima jornada.


(Henry David Thoreau, 1817 - 1862)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Alexander Calder

Desde criança eu gosto de móbile, mas depois que eu visitei a Fundação Joan Miró em Barcelona eu fiquei apaixonada... até me aventurei tentando fazer um aqui em casa. E hoje, por esses labirintos da vida, encontrei essas imagens com as obras de Alexander Calder.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Travessuras da menina má - Mario Vargas Llosa

Esse livro me deixou... intrigada. Bem, talvez eu não saiba exatamente qual adjetivo usar, mas esse livro me fez pensar em muuuitas coisas.

Primeiro, as descrições sobre Paris e a Europa são demais. Me deu vontade de pular para dentro do livro e viajar com o Ricardito;

Segundo, os detalhes sobre os fatos históricos e as vivências do personagem são ricos. Mais uma vez quis pular para dentro do livro;

Terceiro, a menina má é uma camaleoa. Não consigo ter uma imagem formada dela, me lembro apenas de seus olhos cor de mel escuro e que a sua beleza era exótica. Por conta disso, olhei quinhentas vezes a fotografia da capa em busca de pistas (como se isso fosse possível) e penso que o cara que fez a capa fez muito bem em esconder o rosto da moça da fotografia porque de fato ninguém sabe quem é essa misteriosa personagem.

Quarto, será que essa história poderia ser real? Tantos encontros e desencontros, tantos altos e baixos, tanto amor por tanto tempo? Será?



Foto da capa de Ferdinando Scianna. Muito sensual, como a menina má, assim penso eu.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Para o Natal... (e o resto da vida!)


Um desejo:

- Que as pessoas sejam mais bondosas, simpáticas e carinhosas umas com as outras (e se tiver um tempo, bem humoradas também!)


Eu prometo:

- Que serei mais paciente e gentil no trânsito.

sábado, 17 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O homem que dissolvia xícaras

"Ele mesmo não sabia de onde tirara aquela angústia. Ficava morto de remoroso ao contemplar o que tinha e não se sentir satisfeito. Chegou a entender que um dos problemas era que estava tudo no mesmo nível. Que ele navegava num mar sem ondas, que sua vida possía flutuadores perfeitos, por pior que fossem as vagas ele se balançava pouco. Onde estava o erro de tudo? Talvez estivesse em tentar entender bem as coisas, em se situar, em querer saber."

E os seus flutuadores são perfeitos?

PS - Trecho do conto "O homem que dissolvia xícaras" do livro Cadeiras Proibidas de Inácio de Loyola Brandão.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cuidado

Ando no cais de Santos,
encurvado,
o vento marinho
é um filho na garupa.

Fabrício Carpinejar

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Exposição do Cruz Diez no MALBA em Buenos Aires

Durante a minha viagem por Buenos Aires, eu tive a oportunidade de visitar a exposição do artista venezuelano Cruz Dies (mais informações aqui) no MALBA.
Eu tive muita sorte, porque na semana que eu estava por lá, o MALBA comemorava 10 anos e a entrada era gratuita. É um passeio muito bacana. O museu, além de ser muito bonito, possui obras que a gente tem que ver antes de morrer, como por exemplo, o ABAPORU de Tarsila do Amaral! Sim meu amigo... Nossos irmãos argentinos possuem o "nosso" quadro que representa o famoso Movimento Antropofágico que é tão importante para a arte nacional. Como a obra foi parar lá? Não me perguntem. Acho que isso é assunto para um outro post. Mas, o mais triste disso tudo é que muitos portenhos não sabem se quer da existência do museu. Eu perguntava como fazia para chegar lá e muitos nem sabiam o que era... Pelo jeito a alienação não é privilégio brasileiro.
Mas voltando para o Cruz Diez, eu adorei a exposição! Toda a questão da cor, movimento, das formas... apresentadas nas suas obras é de fazer o queixo cair.