Outro dia eu me aventurei no famoso e disputado mundo da Starbucks, aquela cafeteria do Tio Sam cara prá caramba. Mas como estava muito frio e o chocolate quente é bom, eu encarei!
O mais engraçado é que o esquema da cafeteria é o mesmo dos "estates"... você entra, faz seu pedido, o cara do caixa pergunta seu nome e escreve no copo. Um tempo depois o cara da máquina grita seu nome, você se assusta, mas dai percebe que na verdade é o seu café/chocolate quente que está pronto.
Então, gritaram "Lenita" e eu fui lá pegar meu chocolate. Dai saí na luta por um lugar para sentar e qual não foi a minha surpresa que praticamente não havia grupos, eram pessoas sozinhas, cada uma com o seu iPhone ou seu computador ou o seu sei lá o que. Todos se comunicando com alguém, mas ninguém se comunicando de verdade, digo cara a cara.
Também comecei a observar os nomes... Claro! O copo vira seu crachá... tem o nome lá! Era mais ou menos assim: Pedro, Flavio, Marina, Eduardo, Patricia... Não tinha nenhuma Macabéa lá. PUXA VIDA! Da próxima vez vou mudar meu nome para Macabéa, quem sabe esse sonoro nome tire os olhos de algum alienado da tela do computador, nem que por alguns instantes, para procurar a pobre e infeliz Macabéa. Mas se isso não acontecer, já bastará o caixa (que escreve o nome no copo) perguntar "Maca o que?".
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