quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cálice


O cálice que eu comprei há um bom tempo em um antiquário se tornou um belo vasinho.

Feliz dia de verão!


Ai! Os dias têm sido tão bonitos! Me lembrei desta foto que eu fiz em uma dia de verão de um ano que eu não lembro!

Um pouco sobre Anni Albers

Red and Blue Layers, 1954

Anni Albers formou-se pela Escola Bauhaus de Desing, tecelã e escritora. Acumulou conhecimento através de suas viagens e pesquisas. Criou diversas estampas têxteis, aquarelas e acessórios femininos.

Fonte: Museu Oscar Miemeyer e Albers Foundation.
Foto: Albers Foundation

Quer passear pelo Palácio de Versailles?


Gente! Estou achando o máximo essa nova tecnologia de "passear" pelos lugares.

Primeiro eu me encantei com a mega fotografia de Paris. Você pode "andar" pelas ruas e dependendo do lugar dá até para ver dentro das casas.

E agora... o santo Google tem um site chamado ArtProject onde você pode visitar o acervo de muuuuitos museus, galerias... do mundo. Todos masterpieces aos seus pés, ops, no seu computador.

Que tal passear hoje à tarde pelo Palácio de Versailles?

Sol inclemente, calor de matar

Agora no começo da tarde o termômetro marcava 35 graus Celsius. Ninguém merece tanto calor. Ai que saudade do inverno!

Almofada de crochê


Eu tinha pedido para a minha avó umas capinhas de crochê para os banquinhos da cozinha. Infelizmente acabou ficando grande, mas acabou se transformando em uma almofada bem macia eu gostosa depois que eu apliquei um tecido atrás do crochê e preenchi com manta acrílica.

Aproveita e dá uma espiada nos banquinhos. Ficou muito bacana. (Observação: a foto era para ser da colcha que eu fiz para o pequeno, mas dá para ver os banquinhos também).

Tamara de Lempicka

Tamara de Lempicka. Maternite, 1928.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A arte de ser feliz. Cecilia Meireles



Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.
Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.
Neste ovo costumava pousar
um pombo branco.
Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.
Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.
No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?
Em que jarra… em que sala,
diante de quem brilhavam,
na sua breve experiência?
E que mãos as tinham criado?
E que pessoas iam sorrir de
alegres ao recebê-las?
Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.
À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.
Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.
Mas as crianças tinham tal expressão
no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que na minha janela havia um
pequeno jardim seco.
Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.
Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Das coisas imediatas

"Quem prontamente não socorre, parece-me jamais socorrer; quem não dá conselhos imediatos, jamais aconselherá"

Do livro "Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister" de JW von Goethe