domingo, 23 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Poema de Rilke para Lou Andreas-Salomé
Tira-me a luz dos olhos: continuarei a ver-te
Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te
E embora sem pés caminharei para ti
E já sem boca poderei ainda convocar-te.
Arranca-me os braços: continuarei abraçando-te
Com o meu coração como com a mão
Arranca-me o coração: ficará o cérebro
E se o cérebro me incendiares também por fim
Hei-de então levar-te no meu sangue.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Sobre a história de homens e mulheres
"As mulheres são igualitárias até o nascimento do primeiro filho. Daí, elas percebem que sua história não é diferente da de suas mães ou avós. O desafio dos homens - criados para serem autossuficientes - é experimentar a intimidade. E o desafio das mulheres - que são criadas para serem mais relacionadas - é experimentar a sua independência".
Esther Perel.
Esther Perel.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Caros amigos leitores
Infelizmente muita coisa aconteceu nesse tempo... Coisas boas e coisas ruins! Então achei melhor tirar o blog de circulação por um tempo. Fico muito triste por interromper uma coisa que me dava tanta satisfação e registrava muito dos meus pensamentos e desejos. Espero que entendam! Às vezes é preciso parar.
Deixo aqui algo para refletir!
Um grande beijo!
Delírio ou vida na floresta
Eu fui à floresta porque desejava viver de verdade, para encontrar
somente os fatos essenciais da vida, fui ver se não poderia aprender
aquilo que eu tinha que ensinar, e não, quando viesse a morrer,
descobrir que eu não tinha vivido.
Eu não desejava viver aquilo que não era vida, viver é tão raro;
também não desejava praticar resignação, a não ser que fosse
absolutamente necessário.
Eu queria viver profundamente, sugando toda a essência da vida, viver
com a resistência dos Espartanos a experiência de expulsar tudo o que
não era vida, cortando e raspando tudo o que fosse necessário, levando
a vida a um termo, reduzindo-a aos seus significados mais elementares,
e, se encontrado algum significado, então tomar o genuíno e integral
significado disto e publicá-lo para o mundo.
E se tiver sido sublime, ter tido tal experiência, levar tudo o que
senti verdadeiramente em consideração na minha próxima jornada.
(Henry David Thoreau, 1817 - 1862)
Deixo aqui algo para refletir!
Um grande beijo!
Delírio ou vida na floresta
Eu fui à floresta porque desejava viver de verdade, para encontrar
somente os fatos essenciais da vida, fui ver se não poderia aprender
aquilo que eu tinha que ensinar, e não, quando viesse a morrer,
descobrir que eu não tinha vivido.
Eu não desejava viver aquilo que não era vida, viver é tão raro;
também não desejava praticar resignação, a não ser que fosse
absolutamente necessário.
Eu queria viver profundamente, sugando toda a essência da vida, viver
com a resistência dos Espartanos a experiência de expulsar tudo o que
não era vida, cortando e raspando tudo o que fosse necessário, levando
a vida a um termo, reduzindo-a aos seus significados mais elementares,
e, se encontrado algum significado, então tomar o genuíno e integral
significado disto e publicá-lo para o mundo.
E se tiver sido sublime, ter tido tal experiência, levar tudo o que
senti verdadeiramente em consideração na minha próxima jornada.
(Henry David Thoreau, 1817 - 1862)
domingo, 23 de dezembro de 2012
Que 2013 seja o recomeço da viagem!
"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra fez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite (...). É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."
José Saramago (1922-2010)
José Saramago (1922-2010)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Conversa de salão de beleza
Você viu o título da última postagem e pensou: lá vem ela com mais uma historinha fútil de salão de beleza! Você se enganou. Aliás, eu também me enganei e descobri, infelizmente, que o pior machismo é aquele que vem das próprias mulheres...
Essa conclusão aconteceu depois de duas conversas.
A primeira foi na semana passada quando uma conhecida me contava sobre sua viagem de volta para casa, mais especificamente sobre um voo de Curitiba para São Paulo. O drama aconteceu ao embarcar na aeronave quando ela notou que quem iria pilotar era uma mulher. Ela disse que ficou extremamente desesperada e que foi uma das piores viagens da vida dela... "Imagina uma mulher pilotando avião!". E para completar o anencéfalo discurso, também disse que não gosta de ser atendida por médicas! SIM! Mulheres que têm como profissão a medicina. "Nem pensar em ser atendida por médicas!".
Agora eu me pergunto: como pode? Em pleno século XXI, pós Simone de Beauvoir, pós Flora Tristán, como eu ainda ouço uma coisa dessas? Quem vai avisar essa infeliz que ela está se diminuindo, que ela está dizendo que é incapaz? Quem? Quem? Me enche de tristeza esse tipo de comentário, me faz desacreditar, me faz perder a esperança...
A segunda, e não menos pior conversa, aconteceu graças a criativa pauta de assuntos das manicures ao falar sobre o tal ex-goleiro Bruno, que era mulherengo e que só escolhia mulher feia. Eu intervi e disse que a tal Elisa era uma mulher bonita. No entanto, a senhora sentada ao meu lado, que também estava fazendo as unhas, disse: "Mas ela é prosti". Mas e daí minha cara anencéfala? Ela ainda é uma mulher bonita, porra! E ela continuou: "Bonita mesmo é a mãe do filho do Neymar! É linda demais! E essa sim ajeitou a vida pra sempre!". Eu lamentei e disse que achava que a garota tinha pisado na bola, afinal é bastante jovem e a gravidez certamente a privaria de muita coisa. Mesmo assim ela não concordou e disse que era melhor engravidar do jogador do que de um ladrão. Mais uma vez eu discordei, disse que não era bom engravidar de ninguém aos 16 ou 17 anos e que uma mulher não deve usar a maternidade ou o casamento como plataforma de lançamento para a vida, que nós somos capazes e temos recursos, mesmo que difíceis e escassos; mas temos, para alcançar a nossa verdadeira felicidade, sem depender de terceiros. Ainda citei a ilustre Beauvoir (as manicuras arregalaram os olhos!) e todos ficaram me olhando com cara de tacho. Terminamos a conversa e infelizmente tive a nítida impressão que a tal senhora ficaria muito feliz caso a filha dela engravidasse do Neymar.
Tudo isso me lembrou de um pequeno trecho do livro “O Segundo Sexo” de Simone de Beauvoir que diz assim: "A mulher aprende que nenhuma conquista lhe é permitida, que deve renegar-se, que seu futuro depende do bel prazer dos homens".
Até quando as mulheres aprenderão isso? Até quando as pessoas vão pensar assim? É muito triste pensar que essas mulheres são mães e que elas continuam passando essas crenças aos seus filhos e filhas...
PS-Gostaria de agradecer ao Rafael C. das Neves pela correção do texto. Valew!
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